segunda-feira, 21 de agosto de 2017

GRES ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ (RIO DE JANEIRO/RJ)

Sinopse enredo 2018

No Voo Mágico da Esperança, Quem Acredita, Sempre Alcança!


DESCRIÇÃO DO ENREDO
ABERTURA
Tudo é uma questão de fé. A esperança e a caridade são uma consequência da fé. E essas três virtudes formam uma trindade inseparável. Não é a fé que sustenta a esperança de se verem cumpridas as promessas do Senhor? Porque se não tiverdes fé que esperareis? Por conseguinte, que amor?
A fé, divina inspiração de Deus, desperta todos os sentimentos que conduzem o homem ao bem, é a base da regeneração. Pregai pelo exemplo da vossa fé, afim de transmiti-las aos homens pelo exemplo das vossas obras, para que vejam o mérito da fé; pregai pela vossa inabalável esperança, para que tenham a confiança que fortifica e estimula a enfrentar todas as instabilidades da vida.
PRIMEIRO SETOR: CONTOS DE ESPERANÇA E MAGIA
Impossível assistir a qualquer conto de fadas sem se emocionar e refletir sobre a vida. Como seria a vida dos personagens de contos de fadas se estes vivessem no mundo real? Leia-se, aquele em que vivemos sem magia. Quando ficção e realidade se misturam literalmente, se pudesse resumir os contos de fadas em uma palavra certamente seria "Esperança". A falta de magia equivale a ausência de amor para nós nos dias de hoje. Como fazer alguém acreditar em algo tão improvável como a magia?
Pousada sobre a coroa símbolo da Acadêmicos de Santa cruz, junto com uma revoada de esperanças, em um lindo chão de estrelas personagens e lugares mágicos serão o ponto de partida desta história que não nunca nos deixara perder à esperança e o amor, pois só enxergamos aquilo o que desejamos ver. "A Terra do Nunca" onde os meninos perdidos jamais crescem, "o País das Maravilhas" com Alice e o chapeleiro maluco, Oz da menina Dorothy na Cidade das esmeraldas, "o pote de ouro no fim do arco-íris" são fantasias onde os votos de esperança são o que mantém esses contos vivos. De forma semelhante a vida, aprendemos a dar valor a algumas coisas só depois que as perdemos. Isso quando aprendemos, porque algumas pessoas cometem os mesmos erros a vida toda. Quantas mortes ou fins poderiam ser evitados caso as pessoas acreditassem mais no amor? Talvez pela raridade é considerado a magia mais poderosa? Perdas também podem ser ganhos. A esperança seja talvez a luz no fim do túnel.
SEGUNDO SETOR AMULETOS
Somos daquelas pessoas que se sentem imensamente protegidas por símbolos e amuletos. Eles trazem um tipo de conforto irracional, a força que temos, mas que parece que não nos pertence, a tal "Esperança". Ter na porta de casa um Buda ou usar um pingente das diversas Nossas Senhora nos leva acreditar que dias melhores virão, a quem não saia de casa sem antes dar aquela espiadinha no seu horóscopo.
Borboletas dentro de casa, trevo de quatro folhas, figa, ferradura. São muitos os amuletos que as pessoas costumam usar para se sentirem protegidas. Para os mais crentes nas virtudes do trevo, quem receber um de oferta, deverá retribuir e gerar seis trevos novos, multiplicando assim a sorte para todos os seus amigos e/ou entes mais queridos. A borboleta é considerada o símbolo da transformação, da felicidade, da beleza, da inconstância, da efemeridade da natureza, da renovação e até do espírito imortal, considerada também em vida o que se acreditava serem os três estágios diferentes da mesma em semelhança com os diferentes estágios da condição humana exemplo: lagarta crisálida e borboleta corresponderiam à vida, à morte e à ressurreição. A Figa é um amuleto em forma de uma mão fechada, usada supersticiosamente como um sinal de proteção contra maus agouros, perigos, má sorte e forças maléficas muito usada em guias espirituais. E como esquecer do simples fato de tirar pétala por pétala de uma simples margarida? Mal me quer bem-me-quer, espera-
TERCEIRO SETOR MISTICISMO E RELIGIÃO
A esperança é o estado em que se crê que aquilo que se deseja ou pretende é possível. Seja a partir de um fundamento lógico ou com base na fé, quem tem esperança considera que pode conseguir algo ou alcançar um determinado objetivo.
As pessoas tendem a agarrar-se à esperança quando se encontram em uma situação complicada. Nesses casos, a Esperança ajuda a não cair na depressão, já que o sujeito confia que as coisas irão melhorar rapidamente. Essa confiança age como estímulo e proporciona força e tranquilidade. Para a teologia cristã, a Esperança é a virtude que ajuda o homem a ter a confiança de alcançar a vida eterna com ajuda de Deus.
Apelar por crenças religiosas ou místicas é um costume mundial e principalmente brasileiro. Aquela que quer casar vai a Santo Antônio, é nas datas das festas juninas que São João e São Pedro também são bem requisitados com diversas simpatias e promessas. Quem quer pagar dívidas recorre a Santo Expedito, sem falar na curiosidade sobre tudo do passado, presente e futuro, aí as ciganas e suas cartas são as mais procuradas, além claro, do tradicional jogo de búzios. Sem esquecer da esperança de um ano melhor, aí as oferendas a Iemanjá são as mais procuradas no início do ano.
QUARTO SETOR: A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE.
A esperança acalma os ânimos e nos faz acreditar novamente, ela não escolhe classe social, pois é um sentimento que acompanha as pessoas, não importando credos nem etnias. Até mesmo os ateus pensam dessa forma: "fiz como lenha da esperança, uma fogueira imensa a queimar eternamente dentro de mim".
Não faça da esperança uma muleta, mas sim seu instrumento de sobrevivência. Ouça a voz da sua consciência pedindo para que tenhamos esperança fazendo a vida florir pelos campos dos sonhos, pois a felicidade está logo ali. O que desejamos ao mundo são dias de tolerância e mesmo que preciso for de algum tipo de amuleto ou tirar a sorte em um realejo através de um pássaro verde, nunca percamos a fé, que move todos os melhores sentimentos que possam existir, e ainda que "a esperança seja a última que morre", lembra-se: é ela também que nos dá sentido à vida. Pois o sonho assim como a esperança não pode acabar, basta querer alcançar.
Autor do enredo: Max Lopes

Pesquisa histórica: Claudio Armanni

ARCESES PORTELA DA ZONA SUL (SÃO PAULO/SP)

Logo enredo 2018

GRCES MOCIDADE INDEPENDENTE STAR NA AVENIDA (PRAIA GRANDE/SP)

Parabéns pelo seu aniversário!
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CARNAVAL PAULISTANO

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domingo, 20 de agosto de 2017

GRCES ALUNOS DO SAMBA (NOVA FRIBURGO/RJ)

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GRES UNIDOS DA SAUDADE (NOVA FRIBURGO/RJ)

Enredo 2018
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LEITURA

Relendo o livro do amigo Julio Cesar Farias!

SBC BAMBAS DA ORGIA (PORTO ALEGRE/RS)

Apresentação dos Bambas da Orgia na Argentina (1986)

CARNAVAL ANTIGO DE SALVADOR BA

Gres Juventude do Garcia, escola fundada em 24/11/1959! Hoje extinta!

GRES UNIÃO DAS CORES (JUIZ DE FORA/MG)

Enredo 2018

GR VILAGE NO SAMBA (NOVA FRIBURGO/RJ)

Logo enredo 2018

GRCSES MOCIDADE VERDE-ROSA (BARUERI/SP)

Logo enredo 2018

GRES UNIÃO DAS VILAS (BARUERI/SP)

Enredo 2018

GRES UNIDOS DO JARDIM BELVAL (BARUERI/SP)

Enredo 2018

GRES CADÊNCIA PAULISTA (BARUERI/SP)

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GR VILAGE NO SAMBA (NOVA FRIBURGO/RJ)

GRES UNIÃO DAS CORES (JUIZ DE FORA/MG)

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GRES FELIZ LEMBRANÇA (JUIZ DE FORA/MG)

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�� INTERFERÊNCIA �� || Tudo Dá Enredo? (ft. Rafael Menezes)

GRES GUERREIROS DE JACAREPAGUÁ (RIO DE JANEIRO/RJ)


GRES UNIDOS DA TIJUCA (RIO DE JANEIRO/RJ)

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GRES CORAÇÃO DE BRONZE (SÃO PAULO/SP)

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GRCSES UNIDOS DE SANTA BÁRBARA (SÃO PAULO/SP)

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GRES PORTELA (RIO DE JANEIRO/RJ)

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GRCES SÓ VOU SE VOCÊ FOR (SÃO PAULO/SP)

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GRES PORTELA (RIO DE JANEIRO/RJ)

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GRES UNIDOS DA PONTE (SÃO JOÃO DE MERITI/RJ)


GRCBC VILA BELMIRO (SANTOS/SP)

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GRCABES TRADIÇÃO ALBERTINENSE (SÃO PAULO/SP)

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sábado, 19 de agosto de 2017

GRCES CACIQUES DA VILA (BARUERI/SP)

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CARNAVAL DE BARUERI SP

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GRCES ENGENHO DA GENTE (BARUERI/SP)

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ARC MOCIDADE UNIDA DA GLÓRIA (VILA VELHA/ES)

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GRES CONSULADO (FLORIANÓPOLIS/SC)

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SRC UNIDOS DA COLONINHA (FLORIANÓPOLIS/SC)

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LESNIT (NITERÓI/RJ)


GRES UNIDOS DA REGIÃO OCEÂNICA (NITERÓI/RJ)


GRES UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR (RIO DE JANEIRO/RJ)

Sinopse enredo 2018

Brasil Bom de Boca


de Severo Luzardo Filho

INTRODUÇÃO
A Ilha (delícia)
te convida pra
salivar e comer com os olhos:
é o samba com molho!
Desfilamos um Brasil temperado,
que entornou o caldo da miscigenação.
São iguarias da brasilidade.
Todos à mesa na Avenida,
a refeição será servida:
Carnaval quitute pra empanturrar,
ponto de prova da suculenta mistura.
Metam a colher na culinária que só tem aqui,
e tem pra todo gosto-
são cores, sonhos, aromas, irmandades, texturas,
ingredientes e temperos,
para estimular qualquer papila foliã.
Ingredientes: Nós e vocês bem misturados
Modo de Fazer: Mexa, remexa… e aqueça em fogo alto insulano

JUSTIFICATIVA DO ENREDO
Tida como uma Escola “Saborosa”, a União da Ilha do Governador, no Carnaval 2018, junta a fome com a vontade de comer: canta e dança, prepara e serve, na Sapucaí, a super aventura dos hábitos alimentares da população brasileira.
O sabor, o saber e o sentido do patrimônio gustativo da nossa gente! Porque quando comemos, ingerimos a história, a antropologia, o social, o político, o religioso, a economia, as tecnologias, o mito e o tabu.
Vai muito além da nutrição e da biologia – comida é inventividade! Na mesa, no balcão do botequim, na tribo, na viagem tropeira, na cuia, no altar, no peji ou na pia; o que se come e como se come, em que lugar, em que época do ano, junto com festa ou na solidão. Cru, assado ou cozido? Defumado? Crocante? Salgado ou doce? Quente ou frio? Muito ou pouco? Empratado ou à francesa? Indígena, portuguesa ou africana? Caipira, amazônica ou migrante? Cara, barata ou de graça? Com colher, garfo e faca ou com a mão? Todo lambuzado?
Complexo… e muito simples ao mesmo tempo, porque comida é só prazer! Ela fala à memória do coração, revela a hospitalidade e a simpatia que são patrimônios do povo brasileiro. Através dela delimitamos as fronteiras de uma federação do paladar, conectando gente, iguais e diferentes, na fome e na fartura. Plural, multicultural, multiétnica, tradicional, global e sobretudo, humana.
Sirvam-se à vontade…

1- Da uma provadinha…
Cabral das especiarias, disse um “e aí?” culinário para os índios,
oferecendo bolo folhado, mel e presunto cozido.
(O peixe morre pela boca…)
Os tupiniquins disseram para Caminha: “aqui, em se plantando, tudo dá…”
Depois…
E não é que deu?
Com o passar dos tempos,
a portuguesada, de longe, trouxe o gado leiteiro,
e fez cultivar cana e café: pronto!
Iria emplacar no costume da Terra Brasilis,
o velho e bom (e honesto) “preto e branco, bem doce”!
As caravelas,
pareciam carros alegóricos,
verdadeiras arcas de Noé:
vacas, touros, cabras, ovelhas, carneiros e porcos.
Galinhas, galos, pombos, patos, perus e gansos
(muitas penas para o futuro carnaval).
Foi a chegada dos desconhecidos e gostosos
figos, romãs, laranjas, uvas,
limões, tâmaras, maçãs, peras, marmelos e pêssegos.
Algumas das quais depois estariam no turbante da Carmem Miranda.
Trouxeram arroz que mais tarde casaria com o feijão,
pepino, mostarda, nabos,
gengibre, coentro, açafrão, salsinha, rabanete;
couves que se apegariam à linguiça do tropeiro,
alface, hortelã, alho, berinjela, agrião, manjericão,
chicória, cenoura, acelga, espinafre,
salsa e cebolinha, paus pra toda obra.
E não esqueceram do açúcar e sal a gosto,
para potencializar o pecado abaixo da linha do Equador.

2- Sabores da Terra
Os de cocar e tanga serviram riquíssima culinária,
fruto de seu conhecimento milenar dos sabores da terra:
e o mundo se apaixonaria pelo pirão,
e acharia delicioso o mingau de farinha de mandioca,
a volúvel (e solúvel)
que também atendia pelo nome de aipim ou macaxeira.
Bolinhos de farinha enrolados e torrados – o beiju, e a tapioca;
diversidade com raízes, milho, batatas, amendoim.
Cajus e ananás (os abacaxis rebeldes) que abundavam nas matas.
Os tropicais, quentes, pesavam a mão na pimenta,
saboreada com o nome de Inquitaia.
Folhas e ervas cozidas e cortadas, batidas no pilão:
era a papa grossa do Caruru.
A moqueca naquele tempo chamava pokeka,
E os peixes cozinhavam envoltos em folhas gigantes.
Mais uma que mudou de nome:
a banana era a pacova da terra.
Outra que tinha outro nome era a Paçoca,
que respondia pelo nome de Pasoka:
farinha misturada com torrado de peixe seco ou carne.
Salve o Tucunaré, muito apreciado pelos peles vermelhas de urucum…
Apertando o tipiti, os índios faziam descer
um suco amarelado e inebriante: o tucupi.
Mestiças tradições o puseram com goma e camarão virando tacacá;
já nele afogando o penoso preparavam o pato no tucupi.
Em ambos reinava o jambu,
a erva que causava tremores nos lábios e calafrios no povo da taba,
que comiam com as mãos, de joelhos agradecendo a Tupã.
Sempre lambuzados da memória ancestral dos donos da terra.
Todas estas exóticas novidades das tradições da floresta
foram parar em caboclos mercados, encontro de vários mundos.

3- Procure uma nega baiana que saiba mexer…
Os negros bantos, graças aos portugueses, sacavam muito de Índia,
e apresentaram o uso do leite de coco em quase tudo, como lá:
no arroz, peixe, ou na canja de galinha!
Foi um sarapatel!
A manga fez um sucesso danado!
Só que eles também sacavam tudo de Arábia,
e dá -lhe de fazer cuscuz.
E como eles sacavam tudo deles mesmos,
trataram de ensinar por aqui
o uso do inhame, o quiabo,
a melancia, a abobora, o melão,
o azeite de dendê e a galinha d’angola.
Mulheres negras Yabás, nas senzalas e na casa grande,
fundiram receitas de Portugal com África.
E foi aí que a porca torceu o rabo:
surgiu a Feijoada, vedete nacional,
o feijão ma-ra-vi-lha de tão democrático que era e é,
acabou virando símbolo da identidade nacional,
porque em volta dele nasceu o samba,
e todo mundo é bem chegado, basta saber chegar….
A escrava coloca o tabuleiro na cabeça,
e vai as ruas vender vatapá, quibebe, mungunzá, angu
e o acarajé, patrimônio nacional.
Sem esquecer a mulher de cravo e canela, Gabriela!
Que rufem os tambores
pelo bonde dos negros cozinheiros, sabor da vida,
que souberam misturar em doses preciosas
o seu mundo magnífico com o mundo dos outros.
Foi a partir desta mão africana
que consolidamos nossas matrizes simbólicas,
quando a comida passou a ter conotações
sociais, políticas, religiosas e culturais para quem a provava.

4- Super safra bronzeada mostra o seu valor…
De todos os presentes que a terra brasileira
deu ao nosso povo, o maior foi a fertilidade.
O arroz, também de carreteiro, espelha
o celeiro do mundo
numa riqueza de ingredientes de dar gosto.
Aqui se produz
todo tipo de alimento de origem agropecuária.
Animal e vegetal numa mesma empreitada,
nesta festa com frango a passarinho,
bem puxado no alho e óleo.
Obedecendo as leis da terra,
o brasileiro aprendeu a ordená-la!
Super safras de múltiplas contribuições,
com toneladas de farelo e óleo
do grão da vida, proteína de soja.
Campos de trigo e algodão.
Tudo se cria, nada se perde, a lavoura se transforma.
Investimentos em diversidade que trazem abundância,
no grande desafio de semear o solo, plantar e colher.
Transbordar a mesa com iguarias de Tia Anastácia e Dona Benta.
Torra e moagem da amêndoa seca de Cacau,
um show ímpar do chocolate:
nas festas regionais,
ritual e nobreza na tradição do sagrado.
Se Caetano devora Leonardo DiCaprio
nossa Escola devora Raul Lody, com açúcar e com afeto,
salpicado de Câmara Cascudo.
Especialista no velho, no novo, na memória alimentar.
Festa, comemoração, prazer, alegria,
mapeamento de nosso patrimônio imaterial.
Os vestígios das trocas culturais.

5- Saindo do armário da cozinha
Se não vai me degustar,
me larga, me deixa, me erra,
hoje eu vou assumir –
sou brasileiro sabor Brasil,
e não conseguiria morar longe daqui.
Admita o pecado de quitutes inigualáveis
no boteco da esquina com muita caipirinha.
Você sobreviveria
sem uma coxinha de balcão de vidro do pé-sujo?
Coma sem culpa um pão de queijo,
e controle-se no milésimo…
Cada um come o que quer,
Paçoca com açaí,
guaraná com bolo de rolo,
a comilança desvairada está liberada!
Brigadeiro e quindim,
irresistíveis de cortar os pulsos.
E na segunda-feira,
começa a dieta,
e bata nesta cara malcriada.
Sou bom de boca, de bem com a vida,
e meus “quilinhos” a mais não são gordura,
são excesso de gostosura!
Sou Ilha, sou delícia,
Quem prova de meu tempero, repete e não esquece.
Sou gente, sou povo, sou Rio! Sou Brasil!
Vem, que é hoje o dia,
só hoje, de me comer com os olhos…

Pesquisa: Prof. Dr. Clark Mangabeira

BIBLIOGRAFIA:
1) BIBLIOGRAFIA BÁSICA
LODY, Raul. Brasil Bom de Boca: temas de antropologia da alimentação. São Paulo: Senac, 2008.
CÂMARA CASCUDO, Luiz da. Antologia da Alimentação no Brasil. São Paulo: Global Editora, 2014.
CÂMARA CASCUDO, Luís da. História da alimentação no Brasil. 4ª ed. São Paulo: global, 2004.
CANESQUI, AM., and GARCIA, RWD., orgs. Antropologia e nutrição: um diálogo possível [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005.
HUE, Sheila Moura. Delícias do Descobrimento: a gastronomia brasileira no século XVI. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

2) BIBLIOGRAFIA DE APOIO
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BELTRÃO, Napoleão Esberard de Macedo; ARAÚJO, Alderi Emídio de (ed. Técnicos). Algodão : o produtor pergunta, a Embrapa responde. Embrapa Algodão. – Brasília, DF : Embrapa Informação Tecnológica, 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Alimentos regionais brasileiros/ Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. – 1. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentos regionais brasileiros / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015.
BRASILEIRO, Beatriz Gonçalves, PIZZIOLO, Virginia Ramos, MATOS, Danilo Santos, GERMANO, Ana Maria, JAMAL, Claudia Masrouah. Plantas medicinais utilizadas pela população atendida no “Programa de Saúde da Família”, Governador Valadares, MG, Brasil. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, vol. 44, n. 4, out./dez., 2008.
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PAIVA, Jacinto Rômulo Guedes de. Qualidade fisiológica de sementes e desempenho agronômico de melancia ‘Crimson sweet’ em função da procedência das sementes. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Agronomia: Fitotecnia. Mossoró, 2015.
PÉREZ-GIL, Laura. O sistema médico Yawanáwa e seus especialistas: cura, poder e iniciação xamânica. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 17(2):333-344, mar-abr, 2001
RIBEIRO, Pedro Henrique Mendes. UFRN. COMIDA E RELIGIOSIDADE: DOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS PARA A HISTÓRIA DA ALIMENTAÇÃO BRASILEIRA. Departamento de História – UFRN. XVII Semana de Humanidades UFRN.Disponível nos anais da Semana: http://www.cchla.ufrn.br/humanidades2009/Anais/GT23/23.1.pdf
SILVA, Maria Gerolina Conceição. Florescimento e frutificação da mangueira. Dissertação de mestrado. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 2006.
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VIANA, Daniela de Lima. EFEITOS DE CULTIVARES DE ALGODOEIRO QUE EXPRESSAM AS PROTEÍNAS CRY1AC E CRY1F NOS PARÂMETROS BIOLÓGICOS DE Chrysodeixis includens (WALKER, 1857) (LEPIDOPTERA: NOCTUIDAE). Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – UNESP, Câmpus de Jaboticabal, como parte das exigências para a obtenção do título de Mestre em Agronomia (Entomologia Agrícola), São Paulo, 2014
ZABOT, Lucio. A cultura do Algodão (Gossypium hirsutum L.). UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA Centro de Ciências Rurais Curso de Agronomia Departamento de Fitotecnia Santa Maria, Novembro de 2007, disponível em: http://w3.ufsm.br/nppce/disciplinas/algodao.pdf

3) SITES CONSULTADOS
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Mudas Nativas – http://www.mudasnativas.biz/arvores-frutiferas-de-manga-mangueira/
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – http://www.ufrgs.br/afeira/materias-primas/frutas/banana/origem-da-banana

Portal EMBRAPA: www.embrapa.br

GRES UNIDOS DA SAUDADE (NOVA FRIBURGO/RJ)

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GRBC GLOBO DE OURO (NOVA FRIBURGO/RJ)

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GRES IMPERATRIZ DE OLARIA (NOVA FRIBURGO/RJ)

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GRCES ALUNOS DO SAMBA (NOVA FRIBURGO/RJ)

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GR VILAGE NO SAMBA (NOVA FRIBURGO/RJ)

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GRCSES VAI-VAI (SÃO PAULO/SP)

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GRCES CACIQUES DA VILA (BARUERI/SP)

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SOCIEDADE ROSAS DE OURO (SÃO PAULO/SP)

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GRES COLORADO DO BRÁS (SÃO PAULO/SP)

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GRCES UIRAPURU DA MOOCA (SÃO PAULO/SP)

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